segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

CITAÇÃO DO DIA

      

https://www.facebook.com/pages/Ser-diferente-%C3%A9-normal/219960608093936





                Todos sabemos (embora nem todos o confessemos) que em nosso contexto social esse tipo ideal - que, na verdade, faz o papel de um espelho virtual e generoso de nós mesmos - corresponde, no mínimo, a um ser: jovem, do gênero masculino, branco, cristão, heterossexual, física e mentalmente perfeito, belo e produtivo. 
              A aproximação ou semelhança com essa idealização em sua totalidade ou particularidades é perseguida, consciente ou inconscientemente, por todos nós, uma vez que o afastamento dela caracteriza a diferença significativa, o desvio, a anormalidade. 
         E o fato é que muitos e muitos de nós, embora não correspondendo a esse protótipo ideologicamente construído, o utilizamos em nosso cotidiano para a categorização/validação do outro. 

(Fonte: AMARAL, Ligia. Sobre crocodilos e avestruzes: falando de diferenças físicas, preconceitos e sua superação. In: AQUINO, J. G.(coord.). Diferenças e preconceitos na escola: alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus, 1998.)

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Prêmio COMENTARISTAS TOP de "O Infinito em Outras Voltas"

Menixs Lindx e Maravilhosxs,
Tudo bem?
Quem acompanhou "O Infinito em Outras Voltas" deve ter reparado que havia um gadget intitulado COMENTARISTAS TOP no site.
Então, né...
Não era à toa!
kkkk
As três pessoas que mais comentaram logadas no site (infelizmente, o gadget não computa quem comentava como Anônimo e só assinava o nome e seria impossível fazer isso manualmente pelo grande número de comentários... Ou seja: da próxima vez, comentem logadas) foram:

01 - Carol Sena - 465 comentários
02 - Rê / Cabrita de Paulo - 229 comentários
03 - Rosana - 101 comentários

Sei que todas as três já têm todos os meus livros, mas... Cada uma vai ganhar um exemplar (autografado se quiser, claro), podendo escolher entre os seguintes títulos:

- O Livro Secreto das Mentiras e Medos
- Boleros de Papel
- AMA/DOR/A


O livro escolhido será enviado gratuitamente para qualquer endereço no Brasil. Basta dizer qual querem em comentário no site da história, ok?
Obrigadíssima pela participação e interação magnífica de cada umx e todxs (não só as premiadas) que tornaram a postagem desta história tão especial!
bjo muito mais que suuuuuuuper ultra hiper infinita e imensamente mega giga blaster no coração!
Di

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

O INFINITO EM OUTRAS VOLTAS - Epílogo



"Repórter lança seu primeiro romance"

A manchete imediatamente chamou a atenção de Natália. Acessou a página para ler o resto da reportagem no jornal virtual:

O público brasileiro, que ainda sente falta de ver Letícia Oliveira Foltz diariamente no Jornal da Noite, pode agora conferir uma nova faceta da repórter.

Com “A Ideia Fixa”, seu primeiro romance, Letícia consolida sua transição para o universo das letras e mostra que nesse âmbito é uma artista tão completa quanto no jornalismo, seja atrás ou diante das câmeras.”

- Meu amor, você viu que a noite de autógrafos do livro da Letícia é hoje?

Olhou para Paula, que estava sentada no sofá ao lado dela amamentando Lara... E sorriu...

Sem nem sentir...

Ao vê-la assim... Tão absolutamente tranquila e feliz com a filha mais nova, de apenas seis meses...

E lembrou-se do momento exato em que Paula propôs:

- Vamos ter mais um bebê?

Natália queria, claro...

Concordou sem hesitar, imediatamente:

- Eu adoraria... Eu posso engravidar, sem problema.

Paula sorriu...

Antes de surpreendê-la... Completamente:

- Eu queria ter.

A gravidez de Lara foi completamente diferente da de Yasmine. Integralmente compartilhada pelas duas, com uma serenidade cúmplice, feliz e satisfeita. Optaram por um “Parto Humanizado”, totalmente inverso ao primeiro e, por isso mesmo, bem mais fácil e sem traumas para Paula.

A voz de Paula a tirou de seus devaneios, trazendo Natália de volta à realidade:

- Ela e a Karen estão no Brasil então?

O contato que mantinha com Karen era esporádico. O tipo da amizade que não precisava ser alimentada diariamente para que exista.

Inclinou-se na direção delas:

- Parece que sim.

Colocou a mão direita na cabeça de Lara e com a esquerda acariciou o rosto de Paula... Olhou dentro dos olhos da mulher, sorriu...

Beijou-a de leve nos lábios...

Sentiu a mãozinha da filha no rosto e riu... Dentro do beijo... Paula riu também... Trocaram um último beijo e afastaram as bocas.

Paula colocou o peito de volta no sutiã, ajeitou a roupa e acomodou a filha, agora sentada em seu colo, enquanto Natália as observava, com uma ternura imensa e um amor maior ainda:

- Você fica tão linda com a nossa filha nos braços...

Na mesma hora, o coração de Paula bateu mais acelerado... Bombeando uma deliciosa satisfação... Que preencheu seu corpo inteiro... Tornando óbvia e incontrolável... A única resposta possível:

- Eu te amo, sabia?

Nesse exato momento, Luna entrou na sala correndo. Parou na frente das duas e mostrou uma folha de papel:

- Tá certo?

Aos cinco anos, Luna tinha uma curiosidade e uma vontade de aprender muito maior do que a que Yasmine jamais havia tido. Tanto que estava aprendendo a ler e escrever... Praticamente sozinha.

Leram juntas:

“Luna. Mamae. Amor. Casa. Gato.”

Natália a corrigiu:

- Falta o acento no “mamãe”.

A menina franziu a testa, de um jeitinho que as mães corujas acharam lindo:

- Como é?

Não deixou Natália pegar a folha. Pediu:

- Mostra no ar.

Assim que foi atendida, correu de volta para o quarto, de onde tinha vindo. Voltou segundos depois, com a palavra devidamente acentuada:

- Assim?

Foi Paula que respondeu:

- Isso.

Segundos antes de evitar que o bracinho de Lara alcançasse seu objetivo - a folha da irmã - evitando assim um possível fraticídio...

Óbvio que a pequena teimosa não desistiu. Obrigando Paula a dizer, num tom carinhoso, mas firme:

- Não, Lara. Não pode, filha.

Foi o suficiente para que a bebezinha fizesse um biquinho e... Chorasse... Do jeito de sempre que não faziam o que ela queria...

Por mais que Natália e Paula a deixassem chorar... Não adiantava. Ela tinha um gênio que... Prometia.

Natália reiterou o que Paula já havia dito:

- Não pode, Lara. É da Luna.

Do alto de sua superioridade de mais velha, Luna falou:

- É minha, calopsita!

Era um xingamento terrível, o pior possível...

Isso Lara já entendia. Berrou mais ainda.

Paula e Natália se entreolharam, contendo a muito custo a vontade de rir...

Bastou um olhar de Natália... Nem precisaria ter dito:

- Luna...

A menina fez uma carinha de arrependimento profundo... Chegou perto da irmã caçula e a beijou e apertou, com cuidado para que o papel não ficasse em seu alcance:

- Ah... Desculpa... Você não é calopsita, não, Lara... É bonitinha... E boazinha... Lindinha... Larinha...

Lara riu para Luna, mostrando a gengiva desdentada... Enquanto a abraçava também... Do um jeito não muito carinhoso, o único que a coordenação ainda em desenvolvimento lhe permitia...

Antecipando um possível novo atrito, Paula amorosamente as afastou:

- Pronto... Já fizeram as pazes... Muito bem!

Luna tinha acabado de se sentar no colo de Natália, quando ela lembrou:

- Preciso buscar a Yasmine.

A filha mais velha estava na casa de Krissia. Já fazia mais de dois anos que as duas namoravam e eram... Absolutamente inseparáveis. Coisa que, no fundo, preocupava Paula, mas... Ao menos se sentia preparada... Para o que quer que viesse.

- Melhor você ligar antes.

Natália imediatamente concordou:

- Tem razão.

Demorou um pouco...

Até Yasmine atender... E o holograma dela aparecer. Antes mesmo que Paula e Natália pudessem dizer qualquer coisa, suplicou:

- Posso dormir aqui? Por favor?

Na mesma hora, Paula discordou:

- De novo?

Foi para Natália que falou:

- Não.

Natália tentou amenizar:

- Filha... Por que você não traz a Krissia pra cá?

Yasmine não riu, gargalhou... Com toda a arrogância e insolência que seus quase quatorze anos lhe conferiam:

- Nessa casa cheia de criança?

Paula respirou fundo...

Natália contou mentalmente até dez...

Hábito que tinham adquirido, para serem capazes de suportar e atravessar... De forma paciente, tolerante e pacífica... A fase quase insuportável da filha...

O tom que Paula usou não foi agressivo. Mas foi absolutamente firme:

- Yasmine, você vai vir pra casa hoje. E olha que bom... Eu vou te dar uma escolha: com a Krissia ou sem ela. Só depende se vai continuar mantendo essa postura e esse tom.

Era assim tão difícil?

Paula não se lembrava direito, mas... Parecia que sim. Pois a garota deu de ombros e disse:

- Saco! Vocês são duas repressoras fascistas, isso sim!

Paula contou mentalmente até dez...

Natália respirou fundo...

Antes de repetir a mesma frase que a própria mãe sempre lhe dizia:

- Você está de castigo, mocinha.

Se dissesse que não sentiu nenhum prazer nisso, estaria mentindo...

Da mesma maneira, o maior prazer de Yasmine parecia ser... Desafiá-las:

- Eu tenho direito de me expressar, sabiam? Ou nem falar o que eu penso eu posso mais? É isso?

A última coisa que Natália queria era mais uma discussão pelo celular:

- Quando você chegar aqui nós conversamos. Estou indo te buscar.

Desligou e virou-se para Paula.

As duas trocaram um olhar resignado... Sabendo perfeitamente o que se seguiria: explicariam pela milionésima vez para a filha, que liberdade de expressão não significava dizer tudo que lhe passava na cabeça, que as palavras tinham força e muitas vezes podiam ferir e destruir tanto quanto ações, e que por isso mesmo, precisava aprender a medi-las. Mais ainda: que o direito dela terminava onde começava o do próximo, as pessoas também tinham direito de contestá-la e não concordar com ela... Que não existiam verdades absolutas... Que por mais que naquela fase parecesse, o Universo não girava em torno do próprio umbigo... Que a vida era mais, muito mais do que o google, a wikipédia e as redes sociais diziam...

Entraria por um ouvido e sairia pelo outro.

Mas um dia...

Ela entenderia.

E começaria tudo de novo...

Com as outras duas filhas.

Beijaram-se... Com o mesmo sentimento:

- Eu te amo... Que bom que você está comigo!





- Letícia...

A voz de Karen fez com que voltasse à realidade:

- Ãhn?

O tom que Karen usou estava repleto de curiosidade:

- Tá pensando em quê?

A expressão de Letícia estava... Indecifrável.

Ela olhou para Karen e... Não teve coragem de dizer a verdade de imediato:

- É algo meio...

Parou, buscando as palavras certas...

- Fora do que você espera... Acho.

Karen levantou uma das sobrancelhas... Sem saber o que esperar, mas querendo e precisando saber:

- Fala.

A primeira parte saiu relativamente fácil:

- Ultimamente eu tenho pensado muito em...

Fez uma pausa breve antes de finalmente conseguir completar:

- Ter um filho.

A surpresa de Karen foi visível. Era algo que absolutamente não esperava dela.

Não perdeu o bom humor que lhe era usual:

- Com quem?

Riram juntas...

Afastando todo o peso e a tensão que pudesse existir.

Letícia beijou Karen nos lábios... Uma carícia amorosa, delicada, suave... Antes de afirmar:

- É por isso que eu te amo.

A indignação de Karen soou absolutamente divertida:

- Ah, só por isso?

Voltaram a se beijar...

Dessa vez de um jeito completamente diferente... Intenso, voraz, apaixonado...

- Letícia...

Havia algo profundamente erótico na maneira como Karen sussurrou o nome dela... Bem pertinho do ouvido, os lábios roçando de leve, fazendo o corpo de Letícia reagir com a prontidão de sempre... Era algo que nada, nem uma vida inteira seria capaz de mudar.

Os olhos se encontraram... Os de Karen esperavam os dela...  Para completar:

- Me agrada muito a ideia de ter no mundo um pouquinho mais de você...

Para Letícia foi fácil capturar a real essência, o verdadeiro significado da frase, por que... Passava por tudo que já haviam vivido e dividido... Um elo que jamais seria quebrado.

- Eu sei. Para mim é igual...

Puxou-a... Sorrindo de uma maneira deliciosa... Apertou Karen com força nos braços... Uma necessidade imperativa de verbalizar o que sentia surgiu, mas tinha plena consciência de que jamais conseguiria, pois era maior, muito maior do que palavras...  

Tentou expressar e demonstrar no beijo que se seguiu e no amor que fizeram, quase um marco... Da reciprocidade daquele sentimento e da decisão de perpetuá-lo... Com uma nova vida...

- Micaela.

Letícia sugeriu o nome - as duas deitadas nuas e ainda enlaçadas na cama - e Karen aprovou:

- Como tudo que fazemos juntas... Perfeito.





Os braços de Júlia envolveram Carla, abraçando-a por trás... Chamou:

- Carla... Meu amor...

Beijou-a na curva irresistível do pescoço, que os cabelos presos para cima deixavam à mostra... Antes de perguntar:

- O que está te preocupando?

Apesar de Carla estar parada na frente da janela do quarto de hotel, Júlia a conhecia muito bem. Sabia perfeitamente que ela não estava apreciando a vista magnífica.

O olhar de Carla continuou perdido por alguns segundos... Antes de virar-se para Júlia sem soltar-se:

- Não sei se preocupada é a palavra certa.

Enlaçou Júlia pelo pescoço e beijou-a de leve nos lábios...

- Então o quê?

Carla deixou escapar um suspiro... Sem querer...

- Essa novidade da Letícia...

Não completou, nem era preciso. Júlia entendeu:

- A gravidez?

Fazia quase um mês - desde que Letícia e Karen tinha dado a notícia - que Carla não se cansava de repetir:

- A Letícia... Grávida! Não, é... Inacreditável! Pra quê? O Nicholas praticamente adulto... Vai fazer dezessete anos mês que vem...

E Júlia reafirmou, como a sensação de estar num daqueles filmes em que se fica preso a um instante que nunca termina:

- Talvez seja exatamente por isso mesmo que querem um bebê.

O bastante para a inquietação e o nervosismo de Carla explodirem:

- Tá. Mas o Nicholas é uma exceção. Ele sempre foi diferente. Nunca vai ser igual e eu não sei se...

Júlia a cortou carinhosamente:

- Meu amor...

Puxou-a mais para si... Roçou os lábios nos dela de leve enquanto dizia:

- O problema não é seu. Além do mais, elas dão conta.

Mas Carla nem ouviu. Estava... Enlouquecida. Soltou em um único fôlego:

- Vai ser menina, já começa por aí. O Léo e a Adriana estão cortando um dobrado com a Mayumi, e olha que ela mal fez quatorze anos...

Júlia riu... Absolutamente divertida:

- Amor... Meu amor... Você está sendo machista.

Carla ficou profundamente ofendida:

- Machista? Eu? Não, senhora. Eu estou sendo realista. As meninas hoje em dia são muito mais espertas, estão anos luz na frente!

Júlia se divertiu mais ainda:

- E agora está sendo... Sexista.

Implicância que fez Carla explodir:

- Júlia, antes que eu me esqueça: vai à merda!

Tentou soltar-se... Mas para Júlia, a resistência de Carla apenas serviu como estímulo...

Passeou os lábios pelo rosto dela... Mordeu o lóbulo da orelha, adorando fazê-la estremecer... Murmurou baixinho, dentro do ouvido:

- Ah, Carla... Eu te amo, sabia?

O corpo inteiro de Carla respondeu... De forma incontrolável... Amolecendo... Desmanchando-se nos braços de Júlia... Com a facilidade de sempre...

Capturou a boca de Júlia com a dela... Num beijo intenso e apaixonado...

Depois, Júlia segurou o rosto de Carla entre as mãos e disse:

- Eu só queria que você afastasse todas essas preocupações da sua cabecinha... Não foi para isso que viemos aqui?

Verdade.

Exatamente por isso tinham optado por viajar sozinhas, ao invés de fazer uma grande festa como quando completaram dez anos de casadas.

Olharam juntas para a imensidão do mar lá fora...

O som das ondas finalmente lhes chegando aos ouvidos...

A brisa quente despertando... Todos os sentidos...

Quando voltaram a se olhar... Foi de um jeito completamente diferente... Assim como o tom de Carla... Também mudou... Tornou-se doce... Um pouco rouco e... Deliciosamente ardente:

- Comemorar vinte anos de casamento com Júlia Prantine nas Ilhas Gregas...

Júlia não disse nada. Esperou, calada... Que Carla concluísse:

- Essa única frase concentra tantas coisas... Nenhuma que eu pudesse imaginar quando te conheci.

No jeito que Júlia sussurrou:

- Quarenta e cinco anos atrás...

Na voz, no olhar dela havia algo... Que levou Carla de volta àquela barraca em Mauá:

- Eu me lembro como se fosse hoje.

E que mergulhou as duas numa atmosfera de sonho... Quase mágica... Nostálgica e... Irresistível...

- Eu me apaixonei por você... Na primeira vez que te vi. Dentro daquele carro... Linda... Tão linda...

As bocas se uniram... Com uma voracidade deliciosamente brutal...

Respirar se tornou cada vez mais difícil... A intensidade do beijo obrigou-as a se separarem, em busca de ar... Júlia aproveitou para concluir:

- Você nem olhou pra mim.

E então... Sorriu... Daquele jeito que deixava Carla hipnotizada... E fazia com que fosse impossível discordar:

- A minha primeira recordação de você é um pouco depois... Na piscina... De biquíni...

Riram juntas...

Carla completou:

- Com todos os garotos dando em cima...

Com o ciúme de sempre, que Júlia tão bem conhecia... E que de forma alguma a aborrecia. Muito pelo contrário. Sabia perfeitamente como usá-lo a favor de si:

- Mas era você que eu queria.

Carla voltou a colar a boca na dela, enfiando as mãos e segurando-a pelos cabelos...

Falou entre um beijo e outro:

- E teve.

A respiração absolutamente alterada:

- Tem.

Sem tirar os olhos dos lábios dela:

- E vai ter... Pelo resto das nossas vidas.

Júlia aproximou a boca do ouvido dela e soprou:

- E na próxima?

A primeira reação de Carla foi de estranhamento. A segunda parar para pensar e só então dizer:

- Quer combinar agora, meu amor?

Ao que Júlia respondeu com um enigmático sorriso:

- Acho que... Nós já fizemos isso...

Dessa vez o beijo foi doce... E ao mesmo tempo... Profundamente intenso...

Quando terminou, Júlia implicou:

- Agora... Voltando a Letícia, a Karen, o Nicholas, o Léo, a Adriana, a Mayumi, o Kenji e a nossa nova neta... Como vai ser mesmo o nome? Eu esqueci...

Levantou uma das sobrancelhas... Sorriu... E respondeu:

- Micaela.

Mesmo assim, Júlia não se intimidou:

- Sobre a Micaela...

Carla puxou-a pela cintura e beijou-a... Sussurrou sem tirar os lábios dos dela:

- Júlia...

Carla gemeu:

- Uhm?

E Carla aproveitou para guiá-la:

- Esquece tudo isso...

Até deitarem na cama atrás delas:

- E vem aqui...

E nenhuma das duas viu o lindíssimo pôr do sol no mar Egeu... Naquela primeira noite que passaram em Creta.

Imersas numa beleza muito maior...

A que existia dentro delas.


FIM


Para deixar seu comentário acesse:
http://www.oinfinitoemoutrasvoltas.blogspot.com.br/2015/01/epilogo.html


Para ler a história na íntegra:
http://oinfinitoemoutrasvoltas.blogspot.com.br



Meninxs Lindxs e Maravilhosxs,
Então...
Foi difícil...
Tão difícil terminar esta história... São exatamente 19:36 do dia 09 de Janeiro de 2015, vou postar este epílogo em 24 minutos...
Com uma dorzinha no coração...
Carla e Júlia.
Paula e Natália.
Karen e Letícia.
Como me despedir, desapegar dessas personagens fantásticas?
Parece impossível.
Mas a vida é assim. Precisamos abrir mão do passado para dar espaço ao presente e ao futuro. Essa é uma das muitas lições que esses casais incríveis nos deixaram.
Mas pior, muito pior que dar adeus a elas... E dar tchau para vocês, leitorxs absolutamente phodásticxs, que interagiram tanto comigo dessa vez, foi... Putz! Nem tenho palavras.

Ou melhor...
Tenho: quero mais!
Vocês me viciaram.
Kkkk
Despertar emoção.
O que mais quem escreve pode desejar?
E dessa vez eu vi, senti, foi lindo, palpável!
Só me resta agradecer MUITO MUITO MUITO MUITO MUITO e MUITO!!!!
POR TUDO!!!
As torcidas... Os records de comentários... A emoção aflorada, às vezes até radical... Tudo isso foi...
A melhor experiência que eu já tive postando na internet.
OBRIGADÍSSIMA!!!
A cada umx e todxs!
Que em 2015 possamos repetir!
Bjo muito mais que infinita e imensamente suuuuuuuuuper ultra hiper mega giga blaster no coração!!!
 

  

Quem quiser contribuir ainda pode:

- Qualquer leitor@ pode fazer a doação no valor de R$ 10,00 ou mais.



As doações serão revertidas para os próximos projetos da autora (que são muitos!)

Para colaborar basta clicar no botão abaixo: 








Clique no botão acima para fazer a sua contribuição.



A AUTORA AGRADECE IMENSAMENTE 
A SUA COLABORAÇÃO!



.
OBS IMPORTANTE:   Se preferir fazer a sua contribuição por transferência bancária ou depósito na conta da autora, enviar email para: diedraroiz@gmail.com





postado originalmente em 09 de Janeiro de 2015 às 20:00.




Aviso sobre direitos autorais: Copyright © 2014 por Diedra Roiz
Todos os direitos reservados. Você não pode copiar (seja na íntegra ou apenas trechos), distribuir, disponibilizar para download, criar obras derivadas, adaptações, fanfictions, nem fazer qualquer uso desta obra sem a devida permissão da autora.