sexta-feira, 10 de abril de 2015

PEQUENO DICIONÁRIO DO SEXO LÉSBICO - Parte 5



69 – Meia nove, Sessenta e Nove ou sexo oral simultâneo.

Literalmente? É dando que se recebe.

O termo deriva do fato de os números 6 e 9 serem iguais quando rodados 180 graus.

As duas se posicionam de modo que a boca de cada uma consiga alcançar os genitais da outra. Como? Só consigo pensar em três formas. Se alguém souber outra, por favor, acrescente nos comentários, ok?

- Uma por baixo e a outra por cima. Viradas uma para a outra)

- De lado (Também viradas uma para a outra)

- De pé (Uma de pé e a outra de cabeça para baixo. Juro que nunca vi, mas com certeza é possível. Entre circenses ou ginastas olímpicas, com certeza.)


Nesta posição, as parceiras podem ainda, comodamente, inserir um ou mais dedos na vagina ou no ânus para proporcionar prazer adicional.

Saborear e ser saboreada ao mesmo tempo.


Eletrodinâmico. Eletromagnético. Indução elétrica intensa. É, não consigo deixar de associar essa posição à eletricidade.

É um circuito perfeito. A energia gira, circula, percorre – é a impressão que dá –  pelo corpo das duas pessoas como um raio. Pura descarga elétrica. De um jeito que…

Ah, preciso falar mais?




Ménage à trois – ou simplesmente Ménage.

Expressão de origem francesa que significa “mistura a três”. Utilizada para designar os relacionamentos sexuais entre três pessoas.

Numa democracia, três é o número chave porque é a quantidade mínima de pessoas necessárias para que se consiga tomar uma decisão em grupo.

Já nas relações afetivas e amorosas… Bem… Triângulos são a maior causa de guerras e conflitos.

A prática do ménage, como a do swing (na Parte 7 falaremos sobre isso), oferece  um mundo novo e diferente de sensações se comparado às relações a duas.

Porém, além das sensações, envolve também alguns riscos. Físico e emocional.

Explico:

O risco físico é óbvio: diz respeito às DSTs. E pode ser solucionado com as prevenções que já discutimos na Parte 1.

O Ménage pode ser muito simples – ou não, cada uma com seu cada um – quando não existe envolvimento ou interesse entre as pessoas envolvidas.

Ainda assim…

Ah, o lado emocional… Nunca é simples!

Reações humanas são imprevisíveis. Por mais que o casal converse, dialogue e chegue a uma decisão positiva sobre a prática de sexo envolvendo outras pessoas… Existe o risco.

Porque uma coisa é falar e não achar nada demais racionalmente. Outra é ver e sentir na pele.

As duas tem que estar muito bem entrosadas e bem resolvidas antes de tentar algo do tipo. A ponto de poderem voltar atrás a qualquer momento se for preciso.

E a meu ver – posso estar completamente equivocada – casais que tentam melhorar relacionamentos ruins ou desgastados enfiando uma ou mais pessoas no meio, correm um sério risco de piorar as coisas.

Não me entendam mal. Não tenho nada contra, nem contra quem gosta e pratica. Digo e repito: cada uma sabe muito bem o que faz da própria vida. Ninguém melhor do que você mesma para saber o que é bom ou não para você, não é mesmo?

Acontece que nesse momento da minha vida, sou absoluta, louca e completamente apaixonada por minha mulher. E sinceramente? Assumo minha possessividade  egoísta: nunca a dividiria com ninguém. Com ela a monogamia não vem de fora, está dentro de mim. Nada que eu pudesse fazer com outra pessoa valeria a pena porque parece tão menor comparado ao que é feito com o meu amor…

Entendem o que eu quero dizer?

Não estou absolutamente dizendo que alguém que consiga fazer sexo a três com a esposa ou namorada ame menos. Só estou dizendo o que eu sinto. Cada pessoa é um universo distinto. Comparar é impossível. Que fique bem claro isso.

Para descontrair, existem vários tipos de ménage. Escolha o seu:

Quadrilha: A está interessada em B, que está interessada em C, que não está interessada em nenhuma das duas.

Circuito Fechado: A está interessada em B, que está interessada em C, que está interessada em A.

Circuito aberto: A está interessada em B. B e C só querem sexo mesmo.

Competitivo: A e B interessadas em C.

Bobinho: A e B interessadas uma na outra. C está sobrando ali no meio.

Desapego: Ninguém está interessada em ninguém. É só sexo mesmo.

Big Love: Todas interessadas em todas. As três se amam. Amor e relação não monogâmicos. Felicidade a três.


Vale frisar (mais uma vez): todo cuidado com as outras pessoas é pouco!

Ou seja: não faça com as outras pessoas o que você não gostaria que fizessem com você!



Menstruação Se você ainda não sabe o que é, com certeza tem menos de dez anos, então… Não deveria estar neste site lendo esse texto, volte daqui a alguns anos, please!

Brincadeiras à parte, não vamos entrar em detalhes científicos, o que nos importa aqui é o seguinte: para muitas, a ideia de fazer sexo estando menstruada ou com uma parceira que está menstruada é repulsiva, no mínimo desagradável…

A menstruação por si só acumula em nosso inconsciente toda a noção que temos de pecado original, sujo, abjeto, impuro.

Além disso, tem a parte material.

Odor, cor, textura…

Medo!

Ou melhor: medos.

Vários…

Risco? Contaminação?

Atualmente a palavra sangue é sinônimo de contágio, veículo para doenças sexualmente transmissíveis. 

Fato.

Alguns estudos sugerem até que fazer sexo durante a menstruação aumenta o risco de transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, caso uma das parceiras esteja contaminada, pois existe um contato maior com sangue e tecidos do útero. Verdade.

Nada que uma boa prevenção não resolva…

Honestidade me parece ser sempre o melhor caminho para a felicidade.

Nenhum relacionamento dura sem honestidade, intimidade, sem se estar verdadeiramente à vontade.

Obviamente, nada deve ser forçado. Nem sacrificado.

Tem que ser bom para ambas as partes.


“Júlia aproveitou para perguntar, num tom provocante, mas, acima de tudo… Bem humorado:
- Que cama você quer estrear primeiro?
Carla não respondeu de imediato. Demorou alguns segundos para dizer, com o mais profundo pesar:
- Estou menstruada…
A primeira reação de Júlia foi achar engraçado:
- E…?
Arrependeu-se assim que viu o constrangimento de Carla:
- Meu amor, olha pra mim…
Acariciou o rosto dela, beijou-a nos lábios…
- Isso não é um impedimento…”
(O Infinito em Duas Voltas – Diedra Roiz)


Negociações à parte…

Afinal, qual é a relevância deste assunto?

Para quem é casada, mora junto, realmente pouca ou nenhuma.

Para quem namora à distância, se vê pouco ou em meses uma vez única…

Muita!

Em um momento de paixão, desejo ou loucura, as coisas mudam.

Quando amamos então…

É apagada do vocabulário a palavra nunca.

O amor existe para ser vivido plenamente, independente das estruturas castradoras, repressoras e perversas do mundo.

Entre quatro paredes, de comum acordo, e com o cuidado necessário (físico, espiritual, e afetivo) nada é escuso.




Ninfomania – ou “furor uterino” ou a mulher que nunca se satisfaz

Do grego: ninfa = mulher nova ou donzela e mania = excitação psíquica ou desejo não moderado.

Não é, como erroneamente se pensa,  uma mulher que tem um apetite muito grande para o sexo, e que quer fazer sexo o tempo inteiro, como diz a lenda.

Mas sim, uma mulher que tem dificuldade, não consegue satisfazer seus desejos, e por isso alimenta constantemente a vontade de ter vários atos sexuais seguidos numa tentativa de alcançar o orgasmo. É um nível elevado e sem controle de desejo, de fantasias e impulsos sexuais, compulsão pelo ato sexual. Repetir, fazer sexo várias e repetidas vezes e nunca ficar satisfeita. Muito sofrimento.

Todos os pensamentos da ninfomaníaca giram em torno do sexo, desviando a atenção das atividades rotineiras e colocando em risco seus relacionamentos afetivos e até a própria saúde (exposição elevada e muitas vezes sem prevenção a DSTs).

A ninfomania é uma descompensação do desejo sexual feminino. Enquadra-se nos transtornos conhecidos como Desejo Sexual Hiperativo (DSH) e se expressa através de uma ausência do controle da sexualidade.

É comum a ninfomaníaca sentir-se desprovida de vontade própria, uma escrava de seus próprios desejos. Geralmente essa sensação vem acompanhada de muita ansiedade antes do ato sexual, de um orgasmo intenso e satisfatório no primeiro momento, seguido de uma culpa profunda.

Mas quais as causas desse problema?

Por vezes, é visto como um problema de adição e dependência ao sexo, similar às drogas (cocaína, álcool ou heroína). Ele não deixa de ter raízes nos mesmos fatores que provocam as demais dependências. Busca de conforto, felicidade, prazer e alívio, compensação para a solidão e para a inadaptação social, paliativo contra medo, expectativas, frustrações e tantas outras emoções sombrias.

Também pode ser encarado como um problema de comportamento mal adaptado, onde o ato repetitivo de busca de prazer sexual foi aprendido ao longo da vida como tranquilizante, diminuindo sentimentos de ansiedade, medo e solidão.

Mas vários pesquisadores compreendem esse transtorno também como uma doença, provocada por alterações anormais no balanço de substâncias neurais (neurotransmissores).

Existem níveis diferentes de adição ao sexo, desde masturbação compulsiva e prostituição, a alguns comportamentos como exibicionismo, voyeurismo ou mesmo pedofilia (abuso sexual de crianças).

De acordo com a causa estabelecida para este transtorno, deve ser prescrito um determinado tipo de tratamento. O conjunto de sintomas apresentados pelo DSH pode, na verdade, representar transtornos diferentes, cada qual devendo ser tratado de forma distinta, conforme sua possível causa.

Normalmente é o psiquiatra ou o terapeuta sexual que é procurado ou indicado para esse tipo de transtorno.

A psiquiatra Fernanda Piotto Frallonardo, do Hospital Estadual Mário Covas afirma que: 

“Geralmente, a mulher com compulsão por sexo já apresenta comportamento compulsivo desde criança, seja por doces ou por outros objetos. O mecanismo da compulsão é o mesmo, só muda o objeto”.

Hoje em dia, a Internet criou uma nova modalidade de hipersexualidade: compulsão sexual virtual (sexo virtual), atingindo mais de 2.000.000 de pessoas que gastam horas em frente ao computador navegando em sites de sexo.

Estão ligadas nisso? Espero que não!




Onanismo – Sinônimo de masturbação. (ver Parte 4)






Orgasmo – Conclusão do ciclo de resposta sexual que corresponde ao momento de maior prazer sexual. É sentido durante o ato sexual ou a masturbação causando uma intensa excitação das zonas erógenas genitais.

Caracterizado por intenso prazer físico, controlado pelo sistema nervoso, acompanhado por ciclos de rápidas contrações musculares nos músculos pélvicos inferiores, que rodeiam os órgãos sexuais e o ânus, sendo frequentemente associados a outras ações involuntárias, como espasmos musculares em outras partes do corpo, um sensação geral de euforia e, com frequência, vocalizações.

Como descrever com simples palavras? Difícil, hein?

Orgasmo é como sorvete de chocolate: impossível explicar que gosto tem para quem nunca provou. Para saber, entender e conhecer é preciso experimentar – e saborear!

Não tem outro jeito.

Existem vários tipos – e formas – de Orgasmo. Não escolha. 

Tenha todos:

1- Orgasmo Clitoriano – (ver na Parte 1 – Clitóris)


2- Orgasmo Vaginal – (vamos discutir em Ponto G na Parte 6)


3- Orgasmo Anal – O orgasmo anal é um orgasmo originário da estimulação anal, como a de um dedo inserido, ou um brinquedo erótico.


4-  Orgasmo Mamário – criado a partir da estimulação das mamas.

Algumas mulheres afirmam que a estimulação da área da mama durante o ato sexual e as preliminares, ou apenas o simples fato de terem seus seios acariciados, cria de ligeiro até a um intenso orgasmo.


5- Orgasmos Múltiplos – ou sequenciais ou em cadeia.

Experimenta-se um segundo orgasmo logo após o primeiro. Algumas mulheres podem até ter uma sequência de orgasmos consecutivos.

(mais detalhes na Parte 1 – Ejaculação Feminina)


6 – Orgasmo Espontâneo – ou acredite se quiser, isso é incrível!

Ocorre sem haver prévia estimulação direta.

Se existe combustão simultânea, porque não?

Como diria Shakespeare:

“Existem mais mistérios entre o céu e a Terra do que julga nossa vã filosofia”…

Alguns cientistas afirmam que determinadas drogas anti depressoras podem provocar o clímax espontâneo como um efeito colateral.

Nada de pedir receita tarja preta, hein? Tem formas mais fáceis – e muito melhores, né? – de se chegar ao clímax…


7 – Orgasmo Simultâneo – alcançado pelas parceiras sexuais ao mesmo tempo, durante o ato sexual.

É uma sensação de compartilhar única. O prazer de uma aumenta o prazer da outra de um jeito que… Efeito cascata, de espelhos, multiplicação dos pães? Só posso dizer que… Putz… É tudo de bom!

Não há como descrever o que se sente durante um orgasmo, mas existem coisas básicas (caso esteja na dúvida se tem ou não ou quando e se sua peguete, namorada ou esposa tem):

01- Bico dos seios ficam endurecidos
02- A vagina e o útero se contraem
03- A lubrificação aumenta, a respiração fica ofegante
04- A vagina e o corpo sofrem contrações involuntárias
05- Normalmente a pessoa geme, ou emite ruídos (mas tem quem seja adepta do sexo “Filhos do Silêncio”)
06- Parece que o mundo para por alguns instantes
07- Depois o corpo fica mole, quase que anestesiado e um sorriso bobo se fixa nos lábios. (Tem quem fique com os dedos dos pés e das mãos dormentes.)

Esqueci algo?

Brincadeiras à parte, não há regras. O orgasmo é diferente para cada mulher e em cada situação. Existem orgasmos mais fortes e outros nem tanto.

Na verdade, não existem dois iguais. Depende de com quem se está, do clima, da energia, da vontade, do momento.

Quando se fala em ver estrelas, fogos de artifício ou sinos tocando, é só no sentido figurado, ok? 

Metáforas!

Mas… Um orgasmo é o ápice do prazer. Quem já sentiu sabe que já teve um e quem tem dúvidas se já teve ou não pode quase ter a certeza de que nunca teve.

Porque na primeira vez que o experimentamos, sabemos:

- Pelos deuses! Isso foi totalmente diferente e muito melhor do que tudo que eu já senti antes! Mais! Quero mais! De novo! De novo!

Tão bom quando o orgasmo deixa de ser o objetivo e passa a ser a maravilhosa e incontrolável consequência…



Porque sexo envolve mais, muito mais. Possibilidades infinitas. Verdadeira “Jornada nas Estrelas”.

Nossa missão?

Ousar chegar onde ninguém jamais esteve!

Ótima tarefa, para ser executada antes do próximo capítulo…




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