sábado, 6 de março de 2010

TODA NUDEZ SERÁ CASTIGADA?

                     




Não, eu não vou falar sobre a peça de Nelson Rodrigues.

Ladrão Boliviano e o escambau a quatro – ou seria melhor dizer: de quatro? – se quiserem, leiam.

O que eu quero aqui é simples, muito simples mesmo.

Não vejo nada demais na nudez.

Pura moralidade burguesa.

Tá, eu sei.

É tabu, é complicado...

Sinceramente?

Não para mim.

Nunca tive – nem tenho –dificuldades em me despir. Não vejo qual é o grande problema.

- Você faz teatro!

Muitas podem dizer.

Engraçado, porque... Tem quem não se dispa em público. 

Nem mesmo num camarim.

Confesso.

Já fiquei nua em cena.

Não uma, mas várias vezes.

Não tenho pudores.

Definitivamente, não acho meu corpo perfeito.

Tenho uma samanta.

Não entendeu?

Essa manta de gordura... Localizada no abdomen sim, e daí?

Esportes? Adoro!  Assistir.

Sempre fui do tipo que amarra o pulso com gaze e forja bilhetes, qualquer coisa para ser dispensada da aula de educação física.

Se me tirassem do banco, ficava ali paradinha, a bola de volley vinha e eu literalmente tirava o corpo fora ou sequer me movia.

A professora de educação física tentava dialogar (apesar de ter todos os motivos do mundo para estar alterada) e eu, com cara de nada, ainda dizia:

- Não vejo porque me atirar no chão por causa de uma bola. Não faz sentido.

Aos 14 anos...

É, eu era horrível...

Voltando à ausência de roupas...

Repito:

Não tenho pudores.

É um corpo.

Somente.

Nem mais, nem menos.

Carne, onde nessa vida estou, e depois... Já não estarei.

Anos atrás, tantos que sequer me lembro, assisti a um espetáculo muito, mas muito bom mesmo.

LUCRÉCIA, O VENENO DOS BÓRGIA.

Beth Goulart nua em pelo.

Com uma luz lavanda (na época eu não sabia que deixa a pele PER-FEI-TA) cujo efeito era algo etéreo, transcedental mesmo...

Óbvio que o nu já está banalizado e vulgarizado ao extremo. 

Mas um nu artístico bem feito...

Vale muito a pena.

Para quem ainda não conhece, o trabalho do fotógrafo americano Spencer Tunick merece ser conferido:

http://www.theatlantic.com/photo/2012/07/the-naked-world-of-spencer-tunick/100344/

e:

http://www.spencertunick.com/


INCRÍVEL! 

Super recomendo.

Quanto a nudez na vida real...

Babemos...

E aproveitemos...

Idiota essa nossa moral hipócrita.

Onde coisas muito piores ficam a vista para quem quiser ver.

Toda nudez será castigada?

Não mesmo!

Desnudar-se, no sentido da alma, é muito mais contundente.

Mostrar quem se é realmente.

Sem máscaras, disfarces, enfeites ou adereços.

Eis a grande dificuldade.

E viva a beleza em pelo!




Aviso sobre direitos autorais: Copyright © 2010 por Diedra Roiz
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5 comentários:

  1. Aplaaaaaaaaaaaaaaaaaaausos!
    Para o castigo quem estiver vestido... hahahahaha!
    Di, você não tem mais o quanto ser ótima nos seus textos não?
    Quando sai outro livro? Já quero!
    beijos e borboleteios
    Bru

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  2. otimo texto diedra
    a nossa sociedade é hipocrita
    ela quer mostrar ao mundo que
    é liberal, aberta, mas na verdade
    a maioria é um bando de conservadores
    que ainda traz esse preconceito
    arraigado nas suas entranhas
    bj
    Fernando

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  3. Bru,
    É isso aí!
    Pelada pelada, nua com a mão no bolso...
    kkk
    Livro?
    To trabalhando nisso...
    BJ suuuuuuuuper gigante!

    gasolina,
    Pois é...
    O discreto charme da burguesia, afe!
    BJ mega imenso!

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  4. Rianne L.,
    kkkkkkkkkkkkkkkkk
    Adoro Ney Matogrosso!
    BJ super gigante!

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